Mais rápido e melhor - Charles Duhigg

Work it, make it, do it. Makes us harder, better, faster, stronger.

Não, este não é um livro sobre hábitos.

Por mais que seja do mesmo autor de “O Poder do Hábito”, essa é uma obra com um foco bem diferente: produtividade.

Esse tema tão em alta nos tempos modernos, tão requisitado, pois qualidade > quantidade, always.

Então, para nossa tradicional reflexão antes de todo resumo, fica o questionamento:

Como você mede a sua produtividade?


Quem é “Charles Duhigg”?

Charles Duhigg nasceu no estado do Novo México, Estados Unidos. Estudou história na Universidade Yale e fez MBA na Harvard Business School. Ele é repórter investigativo do The New York Times (desde 2006), e autor de dois best-sellers. Um deles, você vai ler o resumo agora, o outro é “O Poder do Hábito”.

Começando pelo início…

INTRODUÇÃO

Como de praxe, o resumo de hoje está dividido em partes, são as 7 ideias que parecem ser as mais importantes na expansão da produtividade. Entretanto, antes de começarmos, que tal definirmos a palavra produtividade?

Produtividade: é o nome que damos às nossas tentativas de descobrir a melhor forma de usar nossa energia, nosso intelecto e nosso tempo conforme tentamos obter as recompensas mais significativas com o mínimo de esforço desperdiçado.

É uma jornada sobre como ter sucesso com menos estresse e dificuldade. É realizar algo sem sacrificar tudo que importa no caminho.

E as 7 ideias possuem um princípio em comum: produtividade não é trabalhar mais ou suar mais. Na verdade, tem a ver com fazer determinadas escolhas de determinadas formas.

Sem mais delongas, que tal ser mais rápido e melhor?

Motivação

1ª PARTE

O lócus de controle e a importância do “porquê”. 🕹

“Não dependa da motivação”, bom isso é uma verdade. Entretanto, que tal aprender a gerar motivação? Por essa você não esperava, rs. Nas últimas décadas, a motivação vem se tornando algo cada vez necessário. Duvida? Ok.

Em 2015, mais de 1/3 da força de trabalho é composta por freelancers, prestadores de serviço ou profissionais em cargos transitórios. Os trabalhadores que estão tendo sucesso nesse novo formato da economia... Adivinha? São os que sabem decidir por conta própria como investir seu tempo e sua energia.

Um olhar científico

Para início de conversa, esquece o que você leu sobre motivação em livros de desenvolvimento pessoal e manuais de liderança. Segundo os cientistas, ela é algo bem mais complicado. 🔬

Longe de ser uma característica estática, a motivação está mais para uma habilidade semelhante a ler ou escrever, algo que pode ser aprendido e aperfeiçoado. Nós podemos aprimorar a automotivação se a exercitarmos do jeito certo.

Um dos pré-requisitos para a motivação é acreditar que temos autoridade sobre nossas ações e nosso entorno. Para nos motivarmos, é necessário sentir que estamos no controle. Segundo um grupo de psicólogos da Universidade Columbia: "a necessidade de controle é um imperativo biológico".

  • Escolhas

Uma das formas pelas quais podemos provar a nós mesmos que estamos no controle, é justamente tomando decisões. Independente do tamanho, nós queremos a liberdade de escolher, mesmo que a escolha não nos proporcione benefícios.

"Cada escolha, por menor que seja, reforça a percepção de controle e eficácia pessoal"

O primeiro passo para criar a disposição é oferecer oportunidades de escolha que deem uma sensação de autonomia e determinação.

Descubra uma escolha, praticamente qualquer uma, que lhe permita exercer o controle. Comece pela coisa mais simples ou a que você acha mais interessante, vários e-mails para responder? Abra um e redija algo simples. O importante é escolher.

"A motivação é ativada pelas escolhas que demonstram a nós mesmo que estamos no controle. A decisão específica que tomamos é menos importante [...] É a sensação de determinação que nos leva para a frente."

Em algumas situações, somente "escolher" não basta, nós precisamos de algo mais.

  • O lócus de controle 🎮

O "lócus de controle interno" é quando você acredita que pode influenciar o próprio destino por meio das escolhas que faz. Pessoas com esse lócus de controle tendem a elogiar ou culpar a si mesmas por sucessos ou fracassos, em vez de transferir a responsabilidade para algum fator externo.

Já o “lócus de controle externo" é a crença de que a vida é influenciada -principalmente - por circunstâncias além de nosso controle. É correlacionado com maiores índices de estresses, muitas vezes porque o indivíduo acha que lidar com a situação está além de sua capacidade.

A boa notícia é que o lócus de controle de uma pessoa pode ser influenciado por treinamento e feedback. Uma maneira é elogiar o esforço, assim você reforça a crença de que a pessoa exerce controle sobre si mesmo e seu entorno. Já elogiar a inteligência ativa um lócus de controle externo.

"Elogiamos as pessoas por fazerem coisas difíceis. É assim que elas aprendem a acreditar que são capazes de fazê-las."

  • Qual o seu "porquê"?

O último método para gerar a automotivação é associar algo difícil a uma escolha que você ache importante.

"Quando se sabe como transformar escolhas auto-orientadas em um hábito, a motivação fica mais automática."

Um lócus de controle interno surge quando desenvolvemos um hábito mental de transformar obrigações em escolhas significativas, quando estabelecemos que temos autoridade sobre nossa vida.

Encare suas escolhas não apenas como expressões de controle, mas como afirmação de seus valores e objetivos. Ao se lembrar do "porquê" de você ter que executar a tarefa em questão, ela e todas as outras relacionadas, se tornaram “passos” rumo ao objetivo, sonho ou projeto que você deseja conquistar.

"Automotivação é uma escolha que fazemos porque é parte de algo maior e mais satisfatório do ponto de vista emocional do que a tarefa imediata que precisa ser cumprida."

Equipes

2ª PARTE

Normas

Normas são tradições, padrões de comportamentos e regras tácitas que regem a maneira como agimos. Exemplo, quando uma equipe atinge um consenso de que mais vale debater do que evitar discordâncias. 📄

Os integrantes do grupo podem se comportar de certa maneira como indivíduos, porém quando em um grupo, é comum que o conjunto de normas desse grupo supere as preferências individuais e inspire deferência à equipe.

Quando falamos de um time, não devemos olhar para o quem, mas sim para o como (qual é a cultura? Ela abre espaço para arriscar? Repreende a falha? É receptiva?), com essa visão, mesmo a equipe com os melhores do mundo em determinada área/competência pode não funcionar, devido à normas equivocadas.

  • Segurança psicológica 🧠

Segurança psicológica: é uma crença compartilhada, comum aos integrantes de uma equipe, de que o grupo é um lugar seguro para correr riscos. É uma noção de confiança no fato de que a equipe não constrangerá, rejeitará ou punirá alguém que queira expressar sua opinião. Todas as normas boas geram essa segurança.

É necessário destacar que é importante que aconteçam debates e discordâncias dentro do grupo, pois "segurança psicológica" não é sinônimo de "ambiente harmonioso".

E a melhor tática para estabelecer a segurança psicológica é uma demonstração do líder da equipe. Uma equipe com exímia segurança psicológica possuem líderes que são: modelos de sensibilidade social e atenção. Estimula todos a falar. Falando de suas próprias emoções. Não interrompe os outros. Reconhece quando não sabe algo.

  • Inteligência coletiva 🤓

E se eu te disser que as normas corretas aumentam a inteligência da equipe como um todo? Essa é a conclusão de um estudo da Universidade Carnegie Mellon e um tal de MIT.

Equipes mais inteligentes são aquelas que possuem um bom relacionamento interno, como cada participante trata o outro. Equipes mais eficazes possuem normas que resultam em um entrosamento particularmente bom de todos.

"Eram as normas, e não as pessoas, que faziam com que as equipes fossem tão espertas. As normas certas podiam incrementar a inteligência coletiva de pensadores medíocres."

Há duas normas que todas as equipes eficazes possuem:

  1. Igualdade nos turnos conversacionais

Todos os integrantes falam, mais ou menos, na mesma proporção. Em certas situações uns falam mais do que outros. O importante é que no final do dia, todos os membros falem, mais ou menos, a mesma quantidade de vezes. Não há necessidade das conversas serem igualitárias a todo momento, mas no conjunto, é preciso equilíbrio.

  1. Sensibilidade social média elevada

Uma nomenclatura refinada, para dizer que os grupos intuíam com maestria o sentimento de seus integrantes com base no tom de voz, na postura e nas expressões faciais. São pessoas que conseguem notar quando alguém está chateado ou se sente ignorado. Bom... De máscara fica meio difícil, né? rs.

Uma observação interessante é que as equipes boas também era formadas por mais mulheres.💁‍♀️

Foco

3ª PARTE

Restrição cognitiva e os modelos mentais 😵

Acredito que esse pilar surpreendeu um total de 0 pessoas, rs. Um dos assuntos mais mainstream do empreendedorismo e do mundo dos negócios, o foco não poderia ficar fora de foco… Desculpa.

“Na era da automação, saber administrar o foco nunca foi tão importante.”

Comportamentos mentais

  • Restrição cognitiva 🤯

A restrição cognitiva é um curto-circuito mental que às vezes acontece quando o cérebro é obrigado a passar abruptamente de um estado relaxado de automação para um ansioso de atenção. O problema é que há mais chances de erros serem cometidos quando as pessoas são obrigadas a alternar entre automaticidade e o foco.

Imagine que a atenção do seu cérebro é como um holofote que pode emitir um cone de luz amplo ou estreito. Então, na maioria dos casos nós controlamos o foco desse holofote, porém como cérebro busca conservar energia sempre que possível, às vezes automatizamos o nosso holofote. 🔦

Só que em alguns casos… Pá! Um estímulo muito forte faz com que o holofote aumente de potência rapidamente e, a princípio, ele não sabe para onde apontar o foco. O instinto do cérebro é lançar o máximo possível de luz no estímulo óbvio, no que está na sua frente, mesmo se não for a melhor opção…

  • Pensamento reativo 💭

O pensamento reativo é parte da essência da maneira que investimos nossa atenção e, na maior parte do tempo, é um aliado. É comum os atletas repetirem movimentos incontáveis vezes, para que durante um jogo, possam usar o pensamento reativo e serem mais rápidos que a reação do adversário.

Ele é a razão pela qual planejar o dia/semana é eficaz, pois em vez de precisarmos decidir o que fazer, basta seguir os nossos instintos reativos e seguir de forma automática. Ele está no cerne da formação de hábitos.

Em outras palavras, é uma forma de terceirizar as decisões e o controle (que geram motivação). Com isso os hábitos e as reações se tornam tão automáticos que se sobrepõem ao nosso raciocínio. Quando terceirizamos a motivação, simplesmente reagimos. O que é perigoso.

  • Modelos mentais 🧠

“Todos contam histórias a si mesmos sobre como o mundo funciona, ainda que sem perceber.”

É a criação de imagens mentais do que se espera ver. Ou seja, visualizar possíveis cenários, conversas, situações, interações. Narrar suas experiências dentro da própria cabeça, analisar situações passadas para encontrar pontos de melhoria. Visualizar seu dia com o máximo de detalhes. Essa previsão é a criação de modelos mentais.

Com isso, são melhores em escolher o que deve receber atenção e o que deve ser ignorado. Quando o presente entra em conflito com a imaginação, são fisgados.

Portanto, a restrição cognitiva e o pensamento reativo acontecem quando o foco vai de estreito a amplo em questão de segundos, porém se ficarmos contando histórias a nós mesmos - constantemente - o facho nunca se apagará (ou aumentará) de vez. Estando sempre alerta, assim quando precisarmos dele, não seremos ofuscados.

“Narre sua vida conforme a vive, e assim essas experiências ficarão gravadas mais profundamente em seu cérebro.”

Construa modelos mentais que lhe garantam o comando. Quando participar de uma reunião ou almoçando ou em uma festa, descreva para si mesmo o que está vendo e o que isso significa. Se obrigue prever os próximos acontecimentos.

“Contanto que esteja pensando, já é meio caminho andado.”

Determinação de Metas

4ª PARTE

SMART, forçadas e outras coisas aí. 🙃

  • Metas SMART

As famosas. SMART é a sigla em inglês para: Specific (Específico), Measurable (Mensurável), Attainable (Alcançável), Relevant (Relevante) e Time-based (Temporal).

Montar um objetivo a partir desse método é uma maneira de comprovar que ele é atingível e que pode ser descrito em termos que sugiram um plano concreto. Esse método nasceu na grandiosa General Eletric.

  • Porque devo montar metas SMART? 🎯

Objetivos montados a partir de metodologias costumam “destravar” um potencial que as pessoas nem sabiam que possuíam. Exigem que as pessoas convertam seus sonhos em planos concretos. O processo de torná-lo específico faz com que a pessoa visualize e compreenda os passos necessários.

“Empreender o esforço de decompor uma meta em seus componentes com a metodologia SMART representa a diferença entre esperar que algo aconteça e descobrir um jeito de fazer esse algo acontecer.”

  • Riscos da SMART

As metas SMART possuem riscos. Como por exemplo, a criação de metas SMART que são irrelevantes, pois a necessidade da sensação de satisfação de alcançar metas faz com que você se concentre em objetivos de curto prazo pouco importantes.

Ela nos restringe. É importante ter um objetivo atingível, mas não podemos nos prender somente ao que parece possível, pois isso nos limita. Se não tomarmos cuidado, ela torna nossa ambição restrita e nós precisamos de um objetivo maior, uma ideia maluca.

  • O Pensamento trem-bala 🚄

Para solucionar a falta de uma ambição maior dos seus funcionários, a GE decidiu exigir (além de metas feitas pelo método SMART) uma meta forçada - um objetivo tão ambicioso que os gerentes não tinham como descrever, pelo menos a princípio, como o cumpririam.

“Metas forçadas ‘servem como despertadores que abalam a complacência e promovem novas formas de pensar.’”

Uma meta forçada vai promover o aprendizado por meio de experimentação, inovação, investigação abrangente ou divertimento.

  • Novamente, cautela

Claro que há riscos. É preciso pensar alto, e esse pensamento pode levar a inovação. Entretanto, também pode causar pânico e convencer as pessoas de que o sucesso é impossível porque a meta é grande demais.

Para que uma meta forçada funcione, devemos alinhá-la com algum objetivo baseado em metodologia, como um objetivo SMART. Às vezes a meta forçada é tão grandiosa, que não sabemos por onde começar.

Por mais que você faça tudo isso, é preciso pensar sobre as metas. Não é porque o seu “eu” de 2 meses atrás definiu um objetivo, que o seu “eu” do presente deve continuar a buscá-lo, sendo que perdeu o “porquê” ou não faz mais sentido.

Break: chegamos na metade. Então já sabe, dá uma respirada, pega um pouco mais de café (puro é claro, rs de nervoso) e vamos lá. ☕

Gestão de pessoas

5ª PARTE

Pessoas precisam de pessoas 👩‍👩‍👧‍👧👨‍👨‍👧‍👧

As 5 culturas empresariais

Estudo dos professores James Baron e Michael Hannan, ambos de Stanford.

  1. Cultura de astro 🌟

Os executivos contratam pessoas altamente qualificadas, seja pela universidade na qual se formaram ou pelo seu sucesso em outras empresas. Também dão aos funcionários muita autonomia. É o tipo favorito dos investidores de risco, pois a aposta em estrelas é mais garantida.

Após um tempo, eles perceberam que esse tipo de cultura proporcionou alguns dos melhores resultados do estudo. Gênios em uma sala pode render uma quantidade extraordinária de influência e riqueza. Entretanto, empresas de modelo astro também registraram uma quantidade recorde de fracassos.

Já que todos são astros, brigas internas costumam serem intensas, pois todo mundo quer ser o astro.

  1. Cultura de engenharia

Não se tem muitos astros individuais, porém os engenheiros, como um grupo, tem mais peso. Um quadro mental de engenharia se destaca na solução de problemas ou na tomada de decisão, quando falamos de contratações.

É o estereótipo da startup do Vale do Silício. Um bando de jovens dedicados, que podem vir a tornarem-se astros, porém ainda estão concentrados resolvendo problemas técnicos. Culturas voltadas para esse estilo são poderosas porque permitem que as empresas cresçam rapidamente.

3 e 4. Cultura burocrática e autocrática

A “burocrática” emerge a partir de quadro densos de gerentes intermediários. Executivos compõem longas descrições de cargo, organogramas e manuais do funcionário. Tudo é muito detalhado e complicado (a partir de um ponto, de maneira desnecessária). Tudo pensado em transmitir os valores da empresa.

Já a “autocrática” é bem parecida. A diferença é que tudo que é planejado, as descrições de cargo e as regras, refletem não os valores da empresa, mas os desejos e objetivos de uma única pessoa, normalmente do fundador ou presidente.

  1. Cultura de dedicação 💪

É uma empresa que adota valores que talvez deem prioridade a um crescimento lento e constante. São mais hesitantes quanto a demitir pessoas. São empresas que se dedicam para com os funcionários.

A única cultura que apresentou um nível de sucesso regular. Ela supera todas as outras de longe. Os funcionários dessas empresas perdem menos tempos com brigas internas, já que todos estão dedicados à empresa, não a interesses pessoais. E esse é um dos principais aspectos, o surgimento de uma sensação de confiança entre todos.

“Empresas de dedicação evitavam um dos maiores custos ocultos do mundo dos negócios: os lucros perdidos quando um funcionário leva clientes ou ideias para a concorrência.”

O pensamento enxuto

Bom. Nós temos um resumo do livro “Startup Enxuta”. É uma gestão para startups (não diga! 😱) baseado no modelo de produção enxuto da Toyota. O pensamento enxuto é predominante em empresas de dedicação.

A produção enxuta se baseia em estender a tomada de decisão até o nível mais baixo possível. O raciocínio é que os funcionários na linha de montagem são os primeiros a ver os problemas, já que estão mais pertos do que ninguém, do processo de fabricação. Uma cultura ágil diminui burocracias, estimulando a imaginação.

“Cada pessoa em uma organização tem o direito de ser o maior especialista da empresa em algo.”

Já que os trabalhadores recebem o poder de tomar (mais) decisões, a motivação individual aumenta exponencialmente. Essa descentralização da tomada de decisão ajuda a inspirar a força de trabalho.

Além de espaço para arriscar e imaginar, é preciso que os funcionários sintam que estão sendo escutados. A sensação de controle estimula a motivação, porém para esse sentimento ser produtivo, as pessoas precisam saber que suas sugestões não serão ignoradas, que seus erros não serão repreendidos.

Fun fact: o pensamento enxuto serviu como inspiração para várias indústrias. Não sei se você conhece uma tal de “Pixar”, conhece? O famoso “método Pixar” foi formulado especificamente com base no modelo enxuto. Obrigado @Toyota pelas animações. (Incríveis, Up, Toy Story e Monstros SA… Vocês moram aqui ❤).

Tomada de decisão

6ª PARTE

Full house! 🃏

“Muitas de nossas decisões mais importantes são, na verdade, tentativas de prever o futuro.”

Ao decidir comprar a ação de uma empresa (calma, a easy books ainda não fez o IPO, rs), você fez uma previsão de que ela irá se valorizar, que manterá o crescimento. Quando você decide casar - vai parecer frio - calculamos, de algum jeito, que vale mais uma vida estável do que esperar para ver quem mais aparece pelo caminho.

Prevendo o futuro 🔮

Tomar boas decisões depende da previsão do futuro, isso já ficou óbvio. Então, jovem Padawan, como prever o futuro de uma forma melhor? Encarando o que não sabemos e ficando à vontade com as dúvidas. E um pouco mais…

  • O raciocínio probabilístico 🤔

Uma maneira de aumentar consideravelmente sua capacidade de prever o futuro é pensar no futuro não como aquilo que vai acontecer, mas sim como uma série de possibilidades que talvez ocorram.

“O futuro não é único. Na verdade, é uma multiplicidade de acontecimentos possíveis que, muitas vezes, contradizem uns aos outros até que um deles se concretize.”

Raciocínio probabilístico é isso, a habilidade de considerar diversos resultados conflitantes e estimar a probabilidade relativa de cada um. Para pensarmos dessa maneira, é preciso questionar nossas suposições e viver com a incerteza. Diferenciar o que esperamos que aconteça e o que tem chances maiores ou menores de ocorrer.

“As probabilidades são o que há de mais parecido com clarividência. Mas você precisa ter força para aceitar o que elas disserem que pode acontecer.”

  • Psicologia bayesiana

Quando você escolhe entre assistir um filme ou um episódio de série, quando você está em dúvida entre qual contatinho chamar para sair (calma, Jorginho. Sua hora vai chegar.) ou quando presume se sua família vai se divertir mais na praia ou na Disney, você está fazendo previsões que estabelecem graus de probabilidade.

Ou seja, está pensando de forma probabilística, só que de maneira inconsciente. A capacidade de intuir padrões é chamada de “cognição bayesiana” ou “psicologia bayesiana”. O nome vem do teorema de Bayes, só essa informação basta ao nosso propósito.

Mesmo que tenhamos poucos dados, ainda é possível prever o futuro a partir de suposições, adaptando-as com base no que observamos do mundo. Esse é o cerne do pensamento bayesiano. E nós somos ótimos em fazer essas previsões, pois as fazemos com base em nossas experiências.

  • A taxa base 📊

A taxa base é a nossa referência para realizar suposições. Do que ela consiste? Jovem Padawan, eu acabei de falar. Das nossas experiências, logo para fazer suposições certas, precisamos de uma gama completa de experiências. Nossas suposições se baseiam no que já vimos da vida.

Entretanto, precisamos tomar cuidado com o sucesso. Somos estimulados constantemente a pensar somente nele, portanto ao realizarmos suposições acabamos por pensar mais em cenários bem-sucedidos, e isso é um erro. Porque acabamos por ignorar o fracasso. Ele existe e vai acontecer.

Quanto mais você se obrigar a prever cenários possíveis, mais aprenderá quais suposições são certeiras ou fracas, e assim irá aumentar as chances de tomar uma ótima decisão na vez seguinte.

Inovação

7ª PARTE

Não sou o Olaf, mas também gosto de abraços quentinhos 🤗

  • Use ideias comprovadas e convencionais

“Na natureza nada se cria, tudo se transforma”. Isso se aplica a inovação. Adotar ideias comprovadas e convencionais e combiná-las de formas novas é incrivelmente eficaz. Um estudo analisando artigos científicos da revista Science, notou que a maioria das ideias originais surge a partir de conceitos antigos.

A diferença está em aplicar esses conceitos convencionais e aplicar a questionamentos de maneiras que ninguém tenha imaginado antes. A maioria das invenções de Thomas Edison foram feitas dessa forma, ele importou ideias de uma área da ciência para outra.

  • Mediadores de ideias 💁‍♂️💁‍♀️

As pessoas que possuem uma criatividade excepcional, na verdade são intermediários intelectuais, elas aprenderam a transferir conhecimento entre diferentes ramos ou grupos. Pessoas ligadas a grupos diferentes estão mais familiarizadas com formas alternativas de raciocínio e comportamento.

O “método Disney” é uma maneira fantástica de te transformar me um mediador de ideias (sim, é por isso que coloquei a foto do filme “Frozen”, tá no livro). Ele sugere uma forma incrível: usar a própria vida como fonte de criatividade.

  • Distúrbios criativos

Quando ideias fortes se fixam, é possível que expulsem a concorrência de tal modo que nenhuma alternativa consegue prosperar. Então, às vezes, a melhor maneira de estimular a criatividade é causar um distúrbio suficiente para permitir que entre um pouco de luz.

Em outras palavras, não se apegue às suas ideias. Por mais que pareçam promissoras, em alguns momentos elas podem te cegar, impossibilitando a criatividade e lhe prendendo a um processo que não está mais funcionando.

“As pessoas mais criativas são as que entenderam que ter medo é um bom sinal. Só precisamos aprender a ter confiança o bastante em nós mesmos para permitir que a criatividade surja.”

E, a nossa clássica reflexão final…

Agora, diz pra mim…

Será que esse resumo merece um “na prática”? Se sim, comenta no nosso instagram!

Te vejo no próximo domingo (ou quarta?) That’s all, folks! 🥕


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