Sobre a brevidade da vida - Sêneca

A vida é breve. Fim do resumo.

Hoje não teremos reflexão…😥

Isso mesmo, o resumo de hoje é uma baita de um compilado de reflexões incríveis, então não quero cansar você.

O que eu quero dizer, é que estoicismo não é inteligência emocional. E aqui você vai entender, um pouquinho, o que de fato é o estoicismo.

Então… It’s show time, enjoy. 😉


Quem foi Sêneca?

Lucius Annaeus Seneca, ou - no bom e velho português- Lúcio Aneu Sêneca, foi um dos mais reconhecidos intelectuais do Império Romano. Viveu no século I d.C. (1d.C. ~ 65 d.C.) e atuou como dramaturgo, advogado e escritor.

No auge de sua carreira política, tornou-se conselheiro de imperadores e uma das pessoas mais ricas de Roma, chegando ao cargo de pretor e servindo como conselheiro de Nero.

Reconhecido como um dos maiores expoentes da filosofia estoica, juntamente com Marco Aurélio e Epiteto, formando a “Santíssima Trindade estoica” (sim, eu os chamo assim).

Introduzindo…

INTRODUÇÃO

Este é um resumo diferente. Para uma exímia compreensão desta fantástica obra, o resumo seguirá o formato do livro, sendo dividido em 11 ensaios. Enjoy

Ah, detalhe importante, os títulos são de minha autoria, eles servem para te ajudar a entender o assunto central do ensaio em questão, além disso quando for interessante, irei realizar inferências sobre a influência estoica na escrita de Sêneca. 😉

“Ainda que nada externo a abale ou danifique, a própria sorte rui em si mesma.”

Antes de começarmos, preciso apresentar o estoicismo para você, por motivos óbvios. Essa parte irá ajudar você a ter uma melhor compreensão do resumo como um todo.

O que é “estoicismo”? 🤔

É uma filosofia projetada para nos tornar mais resilientes, mais felizes, mais virtuosos e mais sábios.

Os diários privados de um dos maiores imperadores de Roma, as cartas pessoais de um dos melhores dramaturgos de Roma, as palestras de um ex-escravo e exilado. Juntos, constituem a base do que é conhecido como estoicismo - uma filosofia antiga que já foi uma das disciplinas cívicas mais populares do Ocidente, praticada pelos ricos e pelos empobrecidos.

  • A má compreensão da escola estoica 🤦‍♂️

Exceto para os mais ávidos buscadores de sabedoria, o estoicismo é desconhecido ou mal compreendido.

Para a pessoa comum, esse modo de vida vibrante, voltado para a ação e que muda de paradigma tornou-se uma abreviatura para "ausência de emoção". Dado o fato de que a mera menção da filosofia deixa muitos nervosos ou entediados, a “filosofia estoica” na superfície soa como a última coisa que alguém gostaria de aprender, quanto mais precisar com urgência no curso da vida diária.

  • O que ele realmente é

Em seu devido lugar, o estoicismo é uma ferramenta na busca de autodomínio, perseverança e sabedoria: algo que se usa para viver uma grande vida, ao invés de algum campo esotérico de investigação acadêmica. Certamente, muitas das grandes mentes da história não só entenderam o estoicismo pelo que realmente é, mas também o buscaram: George Washington, Walt Whitman, Eugène Delacroix, Adam Smith, Immanuel Kant, Thomas Jefferson, Theodore Roosevelt, William Alexander Percy, Ralph Waldo Emerson. Cada um lia, estudava, citava ou admirava os estoicos.

Os próprios antigos estoicos não eram desleixados. Os nomes que hoje são referência - Marco Aurélio, Epiteto, Sêneca - pertenciam, respectivamente, a um imperador romano, um ex-escravo que triunfou para se tornar um professor influente e amigo do imperador Adriano, e um famoso dramaturgo e conselheiro político.

Texto adaptado do site “Daily Stoic”.

Sobre a brevidade da vida

I. Passou tão rápido… 💨

Sêneca começa a obra, criticando a “maior parte dos mortais” que reclamam constantemente a “maldade” da natureza, em nos fornecer poucos anos de vida.

“[…] e este espaço de tempo que nos é dado passa tão rápido, tão velozmente, que, com poucas exceções, a vida abandona os demais enquanto ainda se preparam para viver.”

E esse “mal comum” atinge a todas as classes sociais, etnias, que seja. Não se restringindo a um grupo específico.

Ele concorda que a vida possa passar muito rápido, mas ao contrário da “maior parte dos mortais”, Sêneca enxerga a nós mesmos como culpados pela fugacidade da vida, pois nos perdemos no luxo e na negligência, desperdiçando nosso tempo de maneira irresponsável. É assim: não recebemos uma vida breve, mas a tornamos.

“Não temos pouco tempo, mas desperdiçamos muito. A vida é longa o suficiente e nos foi dada generosamente para a realização das mais altas empreitadas, se toda ela for bem empregada.”

II. Vícios

Continuando a analisar sobre como desperdiçamos o tempo que nos é dado, ele cita o vício como um dos maiores ladrões de tempo. Alguns destes vícios são:

  • Alcoolismo.

  • Avareza insaciável.

  • Ignorância.

  • Desejos incessantes.

  • Insegurança extrema.

  • Vitimismo.

“Tudo o que resta, de fato, não é vida, mas tempo. Vícios urgem e nos cercam por todos os lados, não nos permitem emergir ou mover os olhos em busca da verdade, mas nos empurram imersos e presos em direção ao desejo.”

III. Tempo, a moeda mais valiosa ⏳

Eu não sou Senhor do Tempo, mas eu sei que vai chover…

Somos tão cautelosos (pelo menos, eu espero que você seja) quando pensamos em gastar nosso dinheiro, mas não nos importamos com quem dividimos a nossa vida, afinal tempo é vida. Como diz Sêneca:

“São sovinas quando se trata de gastar o patrimônio, ao passo que, com relação a gastar o tempo, são perdularíssimos com a única coisa em que é justo ser avarento.”

Ele continua, dizendo que gostaria de abordar um idoso de 100 anos e questioná-lo sobre seus anos de vida. Será mesmo que ele viveu os 100 anos que diz ter vivido? Quanto tempo não foi tirado dele por uma dívida, uma amante, brigas, o trânsito cidade e trabalho, as doenças e o tempo que passou sem fazer nada?

E você? O quanto de seu tempo não foi tirado por questões parecidas?

“[…] quanto você perdeu por uma dor vazia, uma alegria boba, um desejo ávido, uma conversa falsa, quão pouco de você foi deixado daquilo que era?”

“Muitas perguntas, e qual é a resposta?” Estava esperando você perguntar, rs 🙃

“Vocês vivem como se fossem viver para sempre, a sua fragilidade nunca os socorreu, não observaram quanto tempo já havia transcorrido.”

É necessário tomar consciência da fugacidade do tempo, e mais do que isso, é necessário lembrar da nossa mortalidade… Memento Mori. Com este exercício, é possível valorizar mais o tempo presente, que é o único que existe.

“Vocês temem tudo sendo mortais, e desejam tudo como se fossem imortais.”

Quando eu li essa… Vou nem comentar, deixarei para você.

  • Vou parar de trabalhar aos…

No padrão estabelecido pela sociedade você fica até os 17 - 18 anos na escola se preparando para passar na faculdade. (Se você passar de 1a) Fica mais uns 5 anos estudando, para então ingressar no mercado de trabalho e ficar dos 22 - 23 até os 65 anos trabalhando, acumulando patrimônio (e tomando no… ops).

Para então aos 65 anos, desfrutar da vida que você levou décadas para construir. Sinceramente? Que presunção. Sim, presunção. Quem garante que você vai chegar até essa tenra idade? Quem aceitará que a vida ocorra da maneira que você quer?

“Não sente vergonha por reservar para si essas sobras de vida e destinar ao exercício da boa mente apenas este tempo que não podia ser usado para mais nada? Quão atrasado é começar a viver quando a vida está para terminar!”

Como você pode esquecer da sua mortalidade e deixar os melhores planos para os 60 anos? Idade essa que (se você chegar) sua saúde e vigor físico já não serão os mesmos?

Observação

  • Memento Mori💀

Olha ele, de novo (já o citei em outro resumo, o primeiro a acertar ganha uma edição com o próprio nome 😄).

  • Curiosidade inútil

Os estoicos tinham sempre consigo uma moeda como essa, pois o peso da moeda em seus bolsos os faziam lembrar da máxima. (Explico os símbolos em outro momento, rs).

  • Ok, falando sério. 😐

Essa última parte do ensaio 3, tem uma forte ligação com a máxima estoica Memento Mori que vem do latim e significa “lembre - se que você irá morrer”. E os estoicos não dizem isso da maneira mesquinha: “só se vive uma vez”, além de que essa frase é usada em uma situação que antecede uma m… Você entendeu.

Pelo contrário, Memento Mori é uma maneira de te deixar sempre consciente da sua mortalidade e que você deve aproveitar cada momento do presente, pois o futuro é incerto, por não existir.☠

“E o Carpe Diem?” Excelente pergunta. O conceito Carpe Diem tem origem nas Odes, de Horácio (poeta renomado da Roma Antiga), que por sua vez, foi muito influenciado pela filosofia estoica. Então sim, há uma relação forte entre ambos os conceitos.

IV. O Ócio 🏖

Quem aqui conta os dias, esperando as próximas férias? Ou melhor, quem não conta?

Sêneca diz que o imperador Augusto ansiava pelo seu momento de ócio, tinha uma esperança inabalável no ócio. Aquele que via que todas as situações de Roma dependiam apenas de si, decidia o destino das pessoas e do povo, pensava ansiosamente no dia que deixaria a sua grandeza.

“Ele tinha o ócio em tão alta conta que, por não poder gozá-lo de fato, fazia-o em pensamento antecipadamente.”

Augusto travou inúmeras guerras contra vários tipos de povos, até contra cidadãos romanos, enfrentou conspiradores, sabia o quanto de suor havia sido derramado para que Roma fosse próspera como era, e toda a preocupação por trás.

Esse forte desejo pelo ócio, era a vontade daquele que podia atender às vontades de outros, menos as de si próprio. A reflexão? Você vive para si ou para os outros?

V. Vícios e fugacidade

Neste ensaio, é notável a influência do conceito Memento Mori, pois Sêneca reflete - novamente - sobre como desperdiçamos e não damos valor ao nosso ativo mais valioso.

  • Vícios (de novo) 🥴

“Sua vida, por Hércules, ainda que ultrapasse os mil anos, vai se confinar em um período estreitíssimo; esses vícios, por outro lado, não deixarão de devorar nenhum século.”

“Por Hércules”, que genial! Vou começar a usar… rs

Preciso salientar que os termos “vícios”, e seu oposto “virtudes”, possuíam um significado diferente na Antiguidade Clássica em comparação aos tempos atuais.

Vício: trata-se de tudo aquilo que é considerado reprovável pelo conjunto da sociedade.

Virtude: é a conduta destinada a excelência, inclui atributos morais e físicos.

É esse sentido que Sêneca quer passar, quando usa o termo “vício” no final dessa frase, afinal por mais que nossas vidas possuam um curto espaço de tempo em comparação ao tempo do universo, os vícios acabam por reduzir esse período. (Como já dito no ensaio II)

  • Fugacidade 🌬

E o autor complementa ao refletir sobre a vida:

“De fato, este espaço que, embora a natureza o faça correr e a razão o expanda, fatalmente há de escapar-lhes. Vocês não podem atrasar, capturar ou reter a coisa mais veloz que há, mas permitem que ela parta como algo supérfluo e renovável.”

VI. É preciso saber viver… 🎶

“Deve-se aprender a viver por toda a vida, e por mais que você se admire, toda a vida é um aprender a morrer.”

Essa é uma das minhas favoritas desta obra.

Em seguida, Sêneca continua dizendo que os homens mais importantes do seu tempo, ao abandonarem todos os luxos, empecilhos, títulos e desejos, buscaram exatamente isto, até a velhice: saber viver.

Até aqui, o autor fala muito sobre usar o seu tempo para si próprio, porém não confunda essa postura com o egoísmo. Na visão dele, é próprio de um homem excelente saber usar toda a extensão de sua vida, para si próprio.

“Assim, o tempo foi suficiente para ele; mas àqueles é certo que tenha faltado, pois muito da vida foi tolhido pelo povo.”

  • Uma persistente ilusão

“Cada um precipita sua própria vida e sofre pelo desejo do futuro e o tédio do presente.”

Sêneca antecede esse período refletindo sobre como muitas pessoas - ao atingir o seu “emprego dos sonhos” - percebem que não é como imaginavam, e acabam em seguida, por desejar abandoná-lo. Já aconteceu isso com você?

E para terminar bem…

“Não se deve julgar quem alguém viveu por muito tempo por causa dos cabelos brancos e rugas: ele não viveu muito tempo, mas existiu muito tempo.”

VII. O valor da vida e do tempo

  • O desprezo do tempo 🙄

Nosso herói busca entender o porquê de desprezarmos tanto o tempo. Afinal, é a coisa mais preciosa de todas, mas que escapa a todos.

“[…] porque é uma coisa incorpórea, não aparece aos olhos, por isso é considerada muito desprezível, e assim não lhe dão valor algum.”

Nós somos tão materialistas assim? Só damos valor aquilo que é visível? Será que Antoine de Saint-Exupéry estava certo, ao dizer: “O essencial é invisível aos olhos, só se vê bem com o coração” ? Ok, a parte mais importante vem antes da vírgula, mas você entendeu.

Damos tanto valor ao salário e auxílios, que colocamos neles todos nossos esforços e atenção, usando o tempo como se ele fosse grátis. E quando adoecemos (de verdade), se um perigo de morte se aproxima, buscamos - de qualquer maneira - passar por esses momentos, reconhecemos (brevemente) como administramos mal o nosso tempo.

Break: Sim, bebe uma água e o seu café (puro, é óbvio). Falei tanto de tempo, que daqui a pouco vou entrar na caverna de Dark…

  • Eu te amo ❤

Sabe quando alguém fala para você que te amará para sempre? (Eu sei Jorginho, você não tem nem a cremosa para falar isso… Força guerreiro, sua hora vai chegar.) Então, Sêneca diz que é golpe. Sim.

“Costumam dizer àqueles, a quem amam largamente, que estão preparados a lhes dar uma parte de seus anos. Dão, mas não percebem que subtraem de si sem aumentar os dos outros”.

  • Morte ☠

Já ouviu aquela frase: “Parem o mundo, pois eu quero descer.”? Então… Infelizmente, não podemos “pausar” a vida quando passamos por um momento de dificuldade, a vida segue sem reverter ou alterar seu curso, nem avisará sobre sua velocidade.

Independente de quem você seja, ela não irá mudar, correndo sempre no mesmo ritmo. Se você não buscar aproveitá-la…

“Você está ocupado, a vida se apressa; nesse ínterim, a morte vai chegar, e, querendo ou não, para ela você deverá estar disponível.”

VIII. O Tempo, de novo

  • Dê tempo ao tempo… 🕰

“[…] deve- se lutar com a velocidade do tempo, usando a velocidade.”

Em outras palavras, Sêneca diz para que você use o tempo a seu favor. Já que ele é tão fugaz, se começarmos com pequenas mudanças hoje, amanhã (sem você perceber) elas serão grandes mudanças. Agora vai soar clichê…

Se você ler uma página por dia, em um ano você leu um livro de 365 páginas. Ao realizar uma caminhada de 2km todos os dias, em um ano você percorreu 730km. E por aí vai… (Eu avisei).

  • Os ocupados 🤯

Você já viajou para um lugar longe - mas bem longe mesmo - e ao chegar lá, pensou: “Nossa, como passou rápido”. Ou já trocou aquela ideia incrível com a morena (calma Jorginho…) e pensou “Nossa, como passou rápido”. Não foi uma pergunta, eu tenho certeza. Pois bem, com essa analogia é que Lucius diz:

“[…] assim também é o tumultuado e celeríssimo caminho da vida, o qual percorremos nos mesmo passo alertas e dormentes, aos ocupados não aparece senão no fim.”

IX. Trocando umas ideias

Você lê? (Claro, tirando os nossos resumos) O que você lê? Já leu alguma obra muito antiga? (Tipo o livro desse resumo, rs)

Estou perguntando isso a você, pois os mais famosos fundadores de pensamentos deixaram um grande legado, possuímos acesso aos seus mais profundos ensinamentos deles de uma maneira simples.

Neste ensaio, Sêneca reflete como podemos discutir com Sócrates, aprender com Aristóteles, etc. Nos tempos modernos, temos acesso a biografias de Warren Buffet, Steve Jobs e inúmeras pessoas que foram/são sinônimo de excelência. 🥇

Por meio das obras podemos acessar a parte mais íntima do conhecimento de todas essas pessoas a qualquer momento.

“Nenhum destes estará ocupado, nenhum vai se despedir de quem os procura sem torná-lo mais feliz, mais amante de si mesmo, nenhum permitirá que alguém parta de mãos vazias; eles podem ser encontrados por todos os mortais de noite e de dia.”

X. Trocando umas ideias II

Lembra que a vida é um aprender a morrer? Então, todos esses lhe ensinarão a morrer, afinal já percorreram todo o caminho da vida. Nenhum deles irá consumir os seus anos, mas irão lhe ceder os deles próprios.

“Você levará deles tudo que quiser; não lhe impedirão de tirar deles tudo que desejar levar.”

Sêneca reflete como será bela a vida de quem se aliar ao ensinamento dos grandes pensadores e pessoas de excelência. Por estarem sempre disponíveis, você sempre terá com quem refletir sobre todos os tipos de questões.

  • Legado 📜

“[…] os próprios bens […] se tornarão maiores quanto mais você os compartilhar. Estes lhe darão o caminho para a eternidade e o levarão àquele lugar do qual ninguém decai.”

Segundo Sêneca, o legado é a única maneira de estender a vida mortal, e de até transformá-la em imortalidade. Acredito que você já tenha escutado que nós temos duas mortes definitivas. Não? Ok, permita me explicar. 😃

Dizem que morremos duas vezes. A primeira é quando a vida deixa de habitar o nosso corpo, ou seja a morte “padrão”. Já a segunda morte é quando somos esquecidos por toda a humanidade, quando ninguém possui nosso nome, nosso ser ou nossos ensinamentos na memória.

Por exemplo, Sêneca. Ele já morreu a muito tempo, porém até hoje ele é lembrado pela sua sabedoria. Portanto, ainda não está morto, de fato.

  • O verdadeiro legado 😤

Continuando a falar sobre legado, é importante frisar que monumentos, honras e tudo que a ambição construiu por esforços logo cairá em ruinas, pois a velhice é inevitável. Não há nada (fisicamente falando) que ela não possa destruir.

Entretanto, ela não pode prejudicar o que foi consagrado pela sabedoria. Pelo contrário, as gerações seguintes sempre vão venerá-lo, pois

“[…] a inveja só se importa com o que lhe é vizinho, e admiramos com mais leveza o que está longe.”

XI. Sobre os ocupados

“É brevíssima e agitadíssima a vida daqueles que esquecem do passado, negligenciam o presente e temem o futuro […]”

O autor fala sobre os ditos “ocupados”. Como buscam ocupar-se, deliberadamente, por não saberem como lidar com o ócio. Em uma sociedade ultra acelerada e que urge por resultados, um momento de calmaria no meio dessa tempestade é impensável. Ansiando serem produtivos o tempo todo, porém isso não é possível.

Por buscarem tanto os resultados e sonharem com eles, por vezes querem pular os dias que faltam, pois parecem ser um “atraso” para a concretização dos planos deles.

E se por ventura conseguirem o resultado almejado, mal o comemoram, já buscando outro desejo/sonho para ser concretizado, não sendo capazes de aproveitar da conquista.

Sem reflexão final hoje…

Acredito que este resumo já tenha sido bastante denso. Logo, não são necessárias mais reflexões. 🙃


Expandindo…

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